
No coração do Jardim Botânico, ao pé do Corcovado e sob o olhar do Cristo Redentor, o Palacete do Parque Lage sempre guardou mais histórias do que se podia ver. Algumas delas estiveram, literalmente, escondidas foram cobertas por sucessivas camadas de tinta branca e pela poeira acumulada ao longo de décadas. Agora, à medida que avança o restauro conduzido pela Construpower, esses tesouros voltam à luz.
Durante o processo de restauração do edifício, as equipes encontraram pinturas originais escondidas sob sucessivas camadas de tinta, algumas encobertas há décadas e reveladas pela primeira vez, ajudando a reconstruir a trajetória do imóvel, construído no início do século XX. No salão nobre, detalhes dourados voltaram a aparecer, resgatando parte do acabamento original e do caráter sofisticado do espaço.
Não se trata apenas de recuperar paredes. Trata-se de reconectar o povo brasileiro a um espaço que faz parte da memória de várias gerações.
Um palacete com quase 100 anos de história

Erguido na década de 1920 a pedido do empresário Henrique Lage, em estilo eclético com influências europeias e projeto assinado pelo arquiteto italiano Mario Vodret, o palacete foi construído sobre um terreno que já abrigou um engenho de açúcar desde o período colonial, posteriormente transformado em parque no século XIX. Tombado pelo IPHAN em 14 de junho de 1957, o conjunto hoje abriga a Escola de Artes Visuais e figura entre os pontos turísticos mais visitados do Rio.
Apesar de toda essa importância, o edifício nunca havia passado por uma intervenção à altura. Esta é a maior intervenção já realizada no local nos últimos 100 anos.
Os big numbers do projeto

A dimensão do desafio se traduz em números que reforçam o escopo e a complexidade da obra:
- R$ 21,4 milhões de investimento do Governo do Estado do Rio, via Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas (SEIOP-RJ).
- Cerca de 120 profissionais mobilizados, entre engenheiros, arquitetos e uma equipe de 8 restauradores de arte experientes.
- Aproximadamente 1,3 milhão de visitantes por ano se beneficiarão do espaço restaurado.
- Quase 100 anos desde a última grande intervenção no palacete.
O escopo vai muito além da restauração artística: o projeto contempla melhorias na acessibilidade, iluminação, instalações elétricas e hidráulicas, climatização e sistema de combate a incêndios, garantindo que o patrimônio continue vivo e seguro para as próximas gerações.
Nos bastidores do restauro: técnica a serviço da memória

A redescoberta das pinturas não aconteceu por acaso, foi resultado de método. O trabalho começou por um cuidadoso processo de limpeza, com água e formulações específicas, que permitiu remover camadas de tinta e sujeira acumuladas ao longo de anos e revelar, gradualmente, paisagens e padrões que não eram vistos há décadas. Para assegurar a fidelidade histórica, a equipe empregou técnicas avançadas, como o uso de argamassas especiais para fachadas e métodos rigorosos de preservação das superfícies originais.
Mais do que restaurar tudo, a obra adota uma filosofia consciente: parte das pinturas, sobretudo as mais danificadas, será mantida como está, como forma de evidenciar a passagem do tempo e preservar as marcas históricas do edifício. É a engenharia dialogando com a memória, sem apagar as cicatrizes que contam a história do lugar.Para Rommel Curzio, presidente da Construpower, o Parque Lage representa muito mais do que um contrato técnico:
“O Parque Lage nos dá a oportunidade de demonstrar nossa experiência e comprometimento com a preservação do patrimônio histórico. É um marco que reforça nossa missão de unir técnica, qualidade e respeito à memória cultural brasileira.” – Rommel Curzio, presidente da Construpower
Mais do que restaurar tudo, a obra adota uma filosofia consciente: parte das pinturas, sobretudo as mais danificadas, será mantida como está, como forma de evidenciar a passagem do tempo e preservar as marcas históricas do edifício. É a engenharia dialogando com a memória, sem apagar as cicatrizes que contam a história do lugar.Para Rommel Curzio, presidente da Construpower, o Parque Lage representa muito mais do que um contrato técnico:
A visão do CEO traduz o posicionamento da empresa: cada obra de restauro é uma ponte entre passado e futuro, devolvendo à população espaços que contam a história do país.
Guardiã da memória brasileira

Com mais de três décadas de experiência e a maior carteira de restauro do país, a Construpower vem consolidando sua liderança em projetos de recuperação estrutural e preservação de patrimônio. O Parque Lage soma-se a um acervo de obras icônicas e simboliza a consolidação da empresa como referência nacional em obras de restauro e recuperação estrutural.
Quando a previsão de conclusão se cumprir, prevista para dezembro de 2026, o palacete reabrirá não apenas restaurado, mas redescoberto. E os tesouros que estiveram escondidos sob camadas de tinta e tempo voltarão a pertencer a quem sempre foram destinados: o povo brasileiro.