Onde a engenharia encontra a memória, nasce o futuro.

Em Valença, no Vale do Café fluminense, uma obra em andamento une duas histórias que sempre caminharam juntas no Brasil: a da engenharia que transforma e a da memória que precisa ser preservada. A Construpower avança na restauração da Rodoviária Princesa da Serra, intervenção que devolverá à cidade um de seus equipamentos públicos mais simbólicos, executada com pleno respeito ao seu contexto histórico e arquitetônico.
Contratada pela Prefeitura Municipal de Valença, a obra representa muito mais do que a recuperação de um terminal de passageiros. Trata-se de reconectar a população a um espaço que carrega o nome e a alma da própria cidade, carinhosamente conhecida como a “Princesinha da Serra”.
Uma cidade construída sobre trilhos e café

Fundada oficialmente em 1823 e elevada à categoria de cidade em 1857, Valença foi um dos grandes polos econômicos do Império. A cidade combina a tranquilidade de suas raízes cafeicultoras com um rico patrimônio cultural, e seu apelido nasceu justamente do prestígio que conquistou na época em que o café era o “ouro verde” do país.
Esse prestígio tem relação direta com a chegada das ferrovias. Cidades da região, como Vassouras, Barra do Piraí e Valença, beneficiaram-se diretamente da presença dos trilhos, com a construção de estações que até hoje conservam características do passado. Naquele momento, a ferrovia não era apenas transporte: era o motor que conectava as fazendas de café aos portos do Rio de Janeiro e, de lá, ao mundo. A Estrada de Ferro Santa Isabel, que servia a região, serpenteava por entre serras e matas levando o café até Barra do Piraí e, no retorno, trazia os recursos que permitiam o progresso local.
A Rodoviária Princesa da Serra é herdeira direta dessa tradição de mobilidade. Localizada ao lado da Praça dos Ferroviários, ocupa um território onde a memória do transporte se mistura à identidade da cidade. Não por acaso, a Prefeitura vem conduzindo, na mesma região, trabalhos de revitalização e a construção de uma réplica de um trecho da antiga estrada de ferro, com o objetivo de incentivar o turismo e preservar a história ferroviária de Valença. Restaurar a rodoviária é, portanto, costurar passado e presente no mesmo tecido urbano.
O desafio técnico: restaurar respeitando a história

Restaurar não é reconstruir. É devolver a um edifício sua dignidade original ao mesmo tempo em que se adiciona o que a cidade precisa para o futuro. Esse equilíbrio entre preservação e modernização é o coração do projeto conduzido pela Construpower.
Entre as frentes de maior relevância técnica da obra estão a restauração dos elementos artísticos da fachada, que recuperam a identidade visual do edifício, e a implantação de novas estruturas de acessibilidade e funcionalidade, como elevador e plataforma. A intervenção contempla ainda a recuperação de pisos internos em granilite e diversas soluções de fundação e reforço estrutural, garantindo segurança e durabilidade ao equipamento por décadas.
O resultado almejado é um terminal que honra sua arquitetura histórica e, ao mesmo tempo, oferece à população um espaço acessível, seguro e digno do nome que carrega.
Para Rommel Curzio, fundador e CEO da Construpower, a obra de Valença sintetiza a essência do trabalho da empresa.
“Cada projeto de restauro que assumimos começa com uma pergunta: qual é a história deste lugar e o que ele significa para a comunidade? Na Rodoviária Princesa da Serra, a resposta é poderosa. Estamos devolvendo aos valencianos um espaço que se confunde com o próprio nome e a identidade da cidade.”
“Restaurar não é apenas recuperar paredes e fachadas. É reconectar as pessoas à sua própria memória. Quando aplicamos engenharia de ponta a um patrimônio como este, não estamos prestando apenas um serviço técnico: estamos preservando a identidade cultural do Brasil e devolvendo ao povo espaços que contam a sua história.”
Vasto know-how em grandes projetos de restauro

A atuação em Valença soma-se a um portfólio que consolida a Construpower como uma das principais referências nacionais em restauro e recuperação estrutural. A empresa conduz atualmente o restauro do Palacete do Parque Lage, no Rio de Janeiro, um dos projetos mais emblemáticos de seu portfólio. Naquela obra, o corpo técnico reúne engenheiros, arquitetos e uma equipe de restauradores de arte experientes, empregando técnicas avançadas, como argamassas especiais para fachadas e métodos rigorosos de preservação das superfícies originais, garantindo que cada detalhe artístico seja recuperado com precisão.
Essa expertise nasce de uma trajetória sólida em obras civis e de patrimônio. Com um corpo técnico de larga experiência, a Construpower conduz projetos que vão da recuperação estrutural ao restauro de patrimônio histórico e à melhoria da mobilidade urbana, sempre executados à luz das melhores práticas de engenharia.
Em cada uma dessas frentes, o método é o mesmo: transformar projetos técnicos em narrativas que reconectam comunidades à sua história. A Rodoviária Princesa da Serra é o próximo capítulo dessa missão.